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Poluição pode ser monitorada e mapeada pela própria comunidade
22/08/2013

Aplicativo desenvolvido por empresa incubada no CDT/UnB mede os níveis de poluição do ar podendo auxiliar em pesquisas, mapeamentos e na saúde dos cidadãos.

 

 

A ideia surgiu durante a especialização do aluno Erick Kill em Geoprocessamento, no Instituto de Geociências da UnB. Durante as pesquisas, Erick observou a necessidade do instituto e a carência de dados sobre a poluição atmosférica no Distrito Federal. “A partir disso, sentimos a necessidade de criar uma rede alternativa de coleta de poluentes atmosféricos, que fosse de baixo custo e que atingisse um sistema de coleta mais dinâmico. Entrei no mestrado no Instituto de Geociências da UnB e com isso, tive a possibilidade de concretizar a ideia e transformá-la em algo que acompanhasse o atual mercado mobile”, relata. Erick e o irmão Fernando Kill, que é analista de sistemas, desenvolveram o protótipo e a inteligência de TI do painel usado por todo o sistema.

Funciona assim: O aparelho faz a avaliação dos gases no ar enviando a leitura para o aplicativo, via Bluetooth, que exibe na tela do smartphone os níveis avaliados, categorizando-os em uma escala de índices de qualidade do ar. O aparelho mostra a quantidade de gases considerados nocivos. Esses dados são armazenados e/ou transmitidos via smartphone, usando uma rede sem fio. Feita a transmissão, eles são armazenados em um banco de dados com outras variáveis ambientais geradas pelas instituições do Governo e integram o painel de monitoramento.

Digamos que uma pessoa está no trânsito ou andando em determinado local e deseja saber se naquele lugar os níveis de poluição estão muito elevados, podendo prejudicar a saúde. Essa pessoa pode abrir o aplicativo no celular e, em menos de um minuto, obter a resposta desejada. Ou, talvez, uma vila esteja registrando muitos casos de doenças respiratórias, uma análise da qualidade do ar naquele local poderá indicar as razões para isso.

Além de acessível à comunidade, os dados das pesquisas feitas no aplicativo são armazenados em um painel geral, reunindo informações de diversas regiões do DF, permitindo um mapeamento da situação atmosférica, apoiando na gestão de saúde das cidades e ainda servindo de objeto de pesquisas e acompanhamento das mudanças atmosféricas. “Com esse tipo de equipamento/painel, podemos gerar o que chamamos de sala de situação, onde o gestor público poderá tomar decisões em cima das informações mostradas no sistema. Por outro lado, a ferramenta tem papel de inclusão ambiental da população, que poderá entender o ambiente em que vive, tendo a possibilidade de exigir dos órgãos ambientais de fiscalização, maior atuação nas áreas críticas das cidades”, complementa Erick.

As informações coletadas via celular serão reunidas a outros dados do DF como, por exemplo, a relação de pessoas com doenças respiratórias em determinada localidade. Esses resultados poderão auxiliar os órgãos gestores responsáveis pelo meio ambiente e pela saúde. Segundo Erick, o servidor de dados armazena as coletas feitas pelo aparelho e são transmitidas a ele pelo smartphone. Nesse servidor, existe um banco de dados com informações do governo, como o censo demográfico (IBGE), atendimentos nos serviços públicos de saúde, tráfego de carros (Google), queimadas (NASA e INPE), dados de sensores atmosféricos (NASA), etc. Os dados podem ser, a qualquer momento, correlacionados nesse painel online, onde o usuário terá o cruzamento dessas informações, gerando comparações, gráficos, estatísticas, etc. Com isso, poderá visualizar panoramas de situações ambientais versus saúde das regiões do Distrito Federal.

O sistema passa agora por um período de validação e calibração, e será lançado em breve no mercado. O foco da equipe para o futuro é firmar parcerias para o desenvolvimento desses aparelhos e levá-los para outras regiões. Já existe uma parceria com o professor Saldiva da USP, em São Paulo. “Lá, eles farão a coleta no trânsito, por conta da grande quantidade de táxis e ônibus na cidade”, informa Erick.

 

Poluição Atmosférica

É notável a criação de aparelhos e sistemas que remetem ao envolvimento da comunidade em assuntos ambientais. Diariamente respiramos um ar carregado de gases que farão mal ao organismo e comprometerão nossa saúde. Dia após dia você está encurtando o seu período de vida sem ao menos notar. Não é novidade que vivemos em um planeta poluído. Mas, quando a discussão é sobre o aquecimento global, sustentabilidade e o futuro do planeta terra, apenas uma parcela muito pequena da população se envolve.

A grande questão é que passamos décadas pensando na evolução do mundo, correndo contra o tempo fazendo o mundo, ou o capitalismo, girar mais rápido. Aceleramos o avanço mundial e fixamos a tecnologia em nossas vidas. Portanto, o período que se vive agora é de extrema notabilidade. Observar a união da tecnologia à sustentabilidade. A tecnologia pensando no meio ambiente, contribuindo para a consciência civil e comprometimento com as questões sustentáveis.

Quando vemos essa união, a única obrigação que cabe a nós enquanto sociedade é a do comprometimento. A causa ambiental não é apenas de alguns, ou apenas das autoridades. Compete a nós o envolvimento e o monitoramento dessas questões.  Hoje, temos acesso a informações que antes eram exclusivas de alguns órgãos competentes. Podemos usar tais dados para influenciar a melhoria da gestão na saúde nas cidades, monitorar os impactos ambientais e o crescimento da poluição, fazendo cobranças das devidas atitudes dos responsáveis.

Quantas vezes você não já pensou quanto a tudo isso? Quantas vezes quis fazer algo, mas achou que não tinha muito a fazer? Vivemos as consequências das ações de nossas gerações passadas. Não basta ter a informação, precisamos nos comprometer, pensar o futuro das próximas gerações e contribuir para o mesmo.

JULIANA MATOS TOLEDO
Jornalismo
Núcleo de Pesquisa em Desenvolvimento e Comunicação - NPDC
Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília - CDT/UnB

 

 

 

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