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Tecnologia indica a saúde do ar que respiramos
19/12/2013

Invento produzido por pesquisadores brasileiros analisa a qualidade do ar e compartilha, em tempo real, os resultados com a sociedade

Desde que as imagens de chami­nés esfumaçadas deixaram de significar progresso e desenvol­vimento e passaram a ser sinô­nimo de apreensão com o meio ambiente, parte da sociedade tem buscado formas al­ternativas de garantir as conquistas da era in­dustrial sem agravar problemas ambientais. Nessa direção surgiram ideologias e movi­mentos nos quais sustentabilidade e TI verde são códigos chaves. 

A sociedade contemporânea incorporou esse sentimento de tal forma que as pessoas preocupam-­se com o meio ambiente tanto quanto com a sua qualidade de vida. Crédito de carbono, reciclagem e qualidade do ar são tópicos de cidadania da mesma forma que o índice de desemprego, a estabilidade econômica e a renda social.

Nesse contexto, uma invenção dos ir­mãos Kill tem tudo para ser bem recebida nas cidades brasileiras. Trata­se de um apare­lho portátil capaz de medir a qualidade do ar e enviar os dados para a internet. "O Geosignals é uma ferramenta que mostra os níveis de gases nocivos no ambiente.Tive a ideia de desenvolvê­lo durante o meu mestrado no Instituto de Geociências da Universidade de Brasília. O sistema é formado por um pe­ queno conjunto de sensores que mede a quantidade de gases prejudiciais à saúde em determinado lugar, tendo por parâme­tro a Resolução Conama 3, que dita a regu­ lação geral dos padrões de qualidade do ar", explica Erick Kill. 

Segundo ele, o Geosignals pode suprir a carência da tradicional rede de monitora­mento atmosférico existente, permitindo não apenas saber como está a situação do ar, mas também podendo compartilhar essas informações com outras pessoas. "É um in­vento que beneficia tanto a natureza quanto a saúde da população", opina o analista de sistemas Fernando Kill, um dos irmãos. 

Para concretizar o projeto, Erick utilizou microcontroladores que fazem a leitura de sensores eletroquímicos. "Os sensores são calibrados em laboratórios na Universidade de São Paulo e Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, utilizando metodo­ logias já conhecidas em bibliografias para esse tipo de procedimento, o que valida o experimento para uso no mercado", afirma. 

O conjunto de sensores produz informa­ ções geolocalizadas com dados como tem­ peratura, umidade, pressão atmosférica, monóxido de carbono (CO), dióxido de car­ bono (CO2), Ozônio (O3), dióxido de nitro­ gênio (NO2) e dióxido de enxofre (SO2). "Essas informações podem ser visualizadas, armazenadas ou ainda transmitidas para um painel na internet, constituindo um banco de dados acessível em qualquer momento e por qualquer pessoa?, completa Erick. 

Da academia para o mercado

No momento, o Geosignals tem uso aca­dêmico, mas Erick estima que em 2014, após finalizar os processos de calibração e valida­ ção de sensores e dados, ele já esteja dispo­nível para o mercado. "Apostamos na inclu­ são ambiental como forma de expansão do Geosignals. Nosso trabalho tem um papel colaborativo e participativo da sociedade e pode auxiliar instituições governamentais na gestão e fiscalização da qualidade do ar", diz ele, lembrando que a atual legislação exige esse tipo de monitoramento. 

Entusiasta e coordenador dos trabalhos de Erick, o professor do Departamento de Geociências da UnB, Henrique Roig, enxerga no Geosignals uma ferramenta capaz de potencializar o trabalho de órgãos especiali­ zados, como a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal e o próprio Ministério da Saúde. "Essas informa­ ções poderão ser usadas em diferentes pro­ jetos, já que não existe um aparelho que disponibilize tantas informações de maneira tão rápida, barata e com o uso de uma pla­ taforma móvel", destaca. 

Em fase de testes, o Geosignals será dis­ ponibilizado em duas versões: simplificada, para um usuário comum saber, por exemplo, O Geosignals é instalado em diversos pontos da cidade.  Ele contém um conjunto de sensores que mede a quantidade de gases (CO, CO2, O2, NO2 e SO2) O usuário é o principal alimentador dos dados do sistema, formando uma rede de informações capaz de auxliar nas políticas públicas de meio ambiente, saúde e desenvolvimento a qualidade do ar na localidade em que se encontra; ou versão mais completa, que pode auxiliar o governo nas políticas de melhorias ambientais.  A ideia é viabilizar o projeto para que sensores sejam fixados em vários pontos da cidade?, afirma Fernando, que acrescenta que qualquer pessoa que tenha o aplicativo instalado em seu celular terá acesso aos da­ dos em tempo real e constante. 

De acordo com Erick, o servidor de da­ dos armazena as coletas feitas pelo apare­ lho e as transmite para os smartphones. "Nesse servidor, há um banco de dados com informações públicas, como o censo demográfico disponibilizado pelo IBGE, atendimentos nos serviços públicos de saú­ de e tráfego de carros dispostos pelo Goo­ gle, informações de queimadas e dados de sensores atmosféricos divulgados pela NASA. Dados que podem ser correlacionados, gerando comparações, gráficos e estatísti­cas. E o gestor público poderá tomar deci­ sões baseado nas informações mostradas pelo sistema?, completa. Erick ressalta ainda a oportunidade que a população terá de entender o ambiente em que vive e acompanhar o trabalho de órgãos ambientais de fiscalização, exigindo maior atuação nas áreas críticas das cidades. 

 

Fonte: Serpro 

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