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Café Empresarial do CDT/UnB debate produção de produtos e serviços Classe A
30/08/2012

8ª edição aconteceu nesta quinta-feira (30)

 

Com o tema “O que falta no Brasil para produzirmos mais produtos e serviços Classe A?”, o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco, José Carlos Cavalcanti iniciou sua palestra apontando, por meio de artigos publicados em livros e revistas nacionais e internacionais, o “boom” das startups, fenômeno emergente em todo o mundo. Nas publicações, as startups aparecem como um movimento vibrante em lugares como os Estados Unidos, Europa, Ásia, América Latina; e no Brasil, que, de acordo com sites americanos, está “hot” em empresas desse tipo. Segundo José Carlos, esse fenômeno é avassalador e a prova disso é que os maiores fomentadores de programas de startups são empresas gigantescas e muito ricas, como o Google e a IBM.

A ideia do conceito “Classe A” faz referência a produtos e serviços de ponta, ou seja, de alto impacto econômico e social, mas como ele defende, devem ser produzidos e comercializados a custos razoáveis e acessíveis a todas as camadas da população. 

Os estudos realizados por José Carlos indicam que, apesar da crise de 2008, as empresas estão investindo massivamente em P&D, e que os CEO das maiores empresas defendem que, gastando mais, elas se tornam mais inovadoras. Além disso, o que importa realmente e faz o grande diferencial é ter a cultura da inovação. Seguindo essa linha, as maiores empresas brasileiras, ou seja, as que mais investem em P&D são a Petrobras e a Vale, mas que esse investimento ainda é recente e mínimo, se comparado com empresas estrangeiras. 

Analisando a Lei de Informática, José Carlos chegou à conclusão de que a lei não ajudou o Brasil a ser um grande exportador de TI, mas ajudou mais as empresas de software e telecomunicações, no quesito capacidade inovadora, mas não a de desenvolver propriamente dito. Em relação ao mais recente programa do governo “TI Maior: Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação”, cujo objetivo é o de que sejamos protagonistas como desenvolvedores de TI, e não como consumidores.

Perguntado a respeito do Parque Tecnológico Capital Digital, ele afirma que é um ecossistema que pode viabilizar energias produtivas para criar estágios maiores, mas que é preciso incorporar no plano de negócios esse conceito de plataforma. 

No auge da sua palestra, José Carlos explica que o Brasil só consegue criar “ecossistemas”, ou seja, grandes centros de empresas, mas que essas empresas não se preocupam em criar as “plataformas”, ou seja, a tecnologia empregada em determinadas infraestruturas de Tecnologia da Informação (TI) ou telecomunicações.  

Ele apresentou ainda, uma série de artigos mostrando o que está por trás dessas plataformas e que esse tipo de produto está em todos os lugares, para produzir smartphones e cartões de crédito, por exemplo, “o foco da maioria das empresas está nos clusters e nos arranjos produtivos locais, quando na verdade existem muitas outras dimensões, falta a percepção de como isso se organiza e precisa ser mudado”, ressalta. 

Ele revela ainda que as empresas brasileiras precisam conhecer e ter esse olhar sobre a economia das plataformas já estruturadas que, a exemplo da Europa, pensa nesse conceito desde a década de 90, com a criação de startups de sucesso como o Skype.

No Brasil, ele dá o exemplo da Samsung, de ser uma empresa que participa do processo de produção do Iphone, mas explica que quem ganha é quem projeta, quem faz o P&D, e não quem produz. “Os jovens estão mudando o mundo, e com um bom apoio, eles podem revolucioná-lo, mas não com qualquer produto, e sim com plataformas globais”, finaliza o engenheiro e palestrante José Carlos. 

 

 

LÍVIA CAROLINA MACHADO

Jornalismo

Núcleo de Pesquisa em Desenvolvimento e Comunicação – NPDC    

Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília – CDT/UnB  

 

 

 

 

 

 

 

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