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Planejamento e inovação são as principais soluções para crise empresarial, dizem especialistas
24/09/2012

Pesquisa do Sebrae mostra aumento na taxa de sobrevivência das empresas, com destaque para o Distrito Federal. Para garantir o sucesso, empreendedor deve se especializar


Regina Nunes escapou da crise e deu a volta por cima. Ela se especializou e conseguiu ampliar seu negócio

 

A crise é um problema que assombra constantemente as empresas – muitas fecham, algumas ficam estagnadas esperando o cenário melhorar e outras resolvem partir para a inovação na busca por novas frentes de negócios. Com planejamento e estratégias adequadas é possível desviar da crise e visualizar um futuro próximo com boas perspectivas de mercado. No entanto, levar um negócio adiante é uma tarefa difícil, requer habilidade, técnica, uma boa dose de equilíbrio emocional e paixão pelo que se faz. 

De acordo com a última pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a taxa de sobrevivência empresarial aumentou nos últimos anos. Das empresas criadas em 2007, 76% permaneceu no mercado.

Para o Sebrae, os dois primeiros anos de atividade de uma nova empresa são os mais difíceis, o que torna esse período o mais importante em termos de monitoramento da sobrevivência. Os dados mais recentes mostram que, no Brasil, a cada 100 empreendimentos criados, 73 sobrevivem aos primeiros dois anos de atividade. A taxa supera a de países modelo de empreendedorismo como, por exemplo, a Itália.

O Distrito Federal ocupa lugar de destaque quando o assunto é sobrevivência empresarial. Segundo a mesma pesquisa, o DF apresentou taxa de sobrevivência maior que a média nacional – as outras regiões do Brasil marcaram 73%, enquanto o DF atingiu 75%. Na categoria que engloba empresas da construção civil, o DF conseguiu uma diferença ainda maior - 10% a mais que as outras regiões. 

De acordo com o superintendente do Sebrae no DF, Antônio Valdir Oliveira Filho, essa taxa de sobrevivência empresarial traz benefícios, não só para as grandes construtoras, mas também para micro e pequenas empresas que prestam serviços. “A cadeia produtiva é grande. As construções dependem dos empreendedores com negócios menores, para cuidar da iluminação, instalações, e vários outros serviços”, conta. O superintendente afirma, ainda, que empresas de todos os segmentos estão crescendo e se mantendo no mercado do DF. 

A empresa de Regina Nunes Soares, 31, é um exemplo de negócio que, por pouco, não fechou as portas. Regina é fisioterapeuta e montou, em 2008, uma clínica de 47 metros quadrados na Asa Sul. Segundo ela, o negócio não prosperava por conta do aluguel caro e do espaço restrito. “Eu só prestava serviço de fisioterapia e não tinha condições de ampliar porque o lugar era muito pequeno. Para conseguir pagar o aluguel, não podia investir em mais nada. Estava pensando seriamente em fechar”, conta.

A fisioterapeuta foi atrás de ajuda, buscou informação, fez consultorias e percebeu que era hora de mudanças. “Fiz cursos de controle financeiro, gestão de pessoas, administração básica. A partir daí, realizei um planejamento para mudar de endereço, ampliar o espaço e as atividades”, relata.

Há dois anos, Regina mudou a clínica para a região administrativa de Vicente Pires. O espaço agora praticamente triplicou. Além disso, agora o valor do aluguel é menor do que o anterior. Ela conta que, hoje, o spa oferece outros tipos de atendimento como de estética facial e corporal, dia de noiva, relaxamento, pilates e salão de beleza. “O número de clientes também dobrou”, comemora.

 

 


Depois das mudanças, a empresa de Regina triplicou de tamanho

 

Segundo o analista de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional, Marco Antonio Bede, a diminuição da mortalidade empresarial acontece por vários motivos. Um dos principais é a maior busca dos empreendedores por informação. “Tanto os grandes quanto os micro empresários estão procurando formas de conhecer e dominar as tecnologias, atender a demanda atual do mercado, e buscar inovações para a melhoria da gestão, do serviço e do produto”, conta. 

Ainda de acordo com o analista, outro fator que colabora para o sucesso das empresas é o cenário econômico e as legislações favoráveis para os pequenos negócios. “A lei geral das micro e pequenas empresas, a criação do empreendedor individual, os juros em queda e o aumento da renda do consumidor, são fatores importantes que colaboram para o sucesso”, cita.

A pesquisa também mostra que, no Brasil, são criados anualmente mais de 1,2 milhão de novos empreendimentos formais. Desse total, mais de 99% são micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, aqueles que têm lucro de até R$ 60 mil por ano e no máximo, um empregado. 

 

Entendendo a crise

Os motivos para uma empresa entrar em crise são vários - falta de planejamento prévio, comportamento empreendedor pouco desenvolvido, gestão deficiente do negócio, insuficiência de políticas de apoio, flutuações na conjuntura econômica, problemas pessoais dos proprietários, entre outros. No entanto, como administrar um negócio, levando em consideração todos os pontos fracos em que ela se encontra?

Para Bede, há duas palavras-chave – planejamento e gestão. “O planejamento é colocar no papel os números para analisar as tendências, fluxo de caixa, capital, e trabalhar baseado nessas variáveis”, explica. Já a gestão engloba tudo o que se refere ao bom funcionamento da empresa, desde os faxineiros até o presidente. 

Apesar disso, quando se trata dos problemas de mercados específicos, a crise pode acontecer mesmo se o empreendedor seguir todas as regras para o sucesso. “Em uma situação hipotética, a China resolve exportar para o Brasil, em grande escala, tecidos sintéticos. Uma fábrica brasileira, que produz o mesmo tipo de tecido, vai sofrer um forte impacto. O produto vindo de fora vai custar mais barato e as vendas da fábrica provavelmente irão cair”, supõe. Nesses casos o analista sugere inovações no produto, ou até mesmo a troca de mercado. “O negócio tem de ser desenhado sobre outras bases. Para isso, o planejamento é o caminho”, afirma. 

É necessário refazer as estratégias e achar soluções viáveis para a empresa sobreviver. “A crise só é resolvida com muito trabalho, criatividade e organização. O mercado seleciona os que se mostram mais preparados”, completa. Além disso, as ações para se desvencilhar da crise devem envolver todas as áreas. É preciso que as medidas sejam coordenadas em um trabalho de equipe, pois uma ação repercute na outra e, se não houver harmonia, não se alcançará resultados.

O especialista em gestão de crise, João José Forni, afirma que nenhuma empresa, por mais sólida que seja está imune à crise. “Os estudiosos falam que há dois tipos de empresas: as que já enfrentaram uma crise e as que ainda vão enfrentar”, comenta. Forni explica ainda que a política de prevenção evita a maioria dos incidentes que podem levar a decadência de qualquer negocio. “Prevenir é melhor que remediar”, finaliza.

 

Fonte: CorreioWeb - Admite-se 

 

 

 

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