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Pesquisa mapeia vocação para empreendedorismo, tecnologia e inovação
03/10/2012

Proteção do conhecimento, transferência de tecnologia e política de propriedade intelectual estarão disponíveis para auxiliar pesquisadores da UnB em sua relação com o mercado

 


Uma ampla e inédita pesquisa realizada pelo Centro de Apoio de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da Universidade de Brasília mostra que 58% do corpo docente das áreas de Exatas, Saúde, Ciências Biológicas e Engenharias desconhecem a política da Propriedade Intelectual da UnB. Apenas 22% realizou cursos de capacitação em inovação, empreendedorismo ou propriedade intelectual.

Os resultados do estudo Prospecção e Mapeamento de Competências e Perfis da Universidade de Brasília, apresentado na última quarta-feira, 26 de setembro, também revelam que, dos 520 pesquisadores entrevistados, 55,8% entendem que os resultados inovadores de suas pesquisas são passíveis de proteção e 61% declararam interesse em compartilhar laboratórios com empresas públicas ou privadas na prestação de serviços ou em projetos de cooperação.

A pesquisa foi realizada de agosto de 2011 a junho de 2012, com o objetivo de levantar as potencialidades da UnB em tecnologia e inovação, buscando oferecer aos professores e pós-graduandos os instrumentos legais necessários à proteção de propriedade intelectual e transferência de conhecimento. Foram entrevistados 100 professores da Faculdade de Tecnologia, 84 da Faculdade de Saúde, 78 da UnB Gama, 35 do Instituto de Ciências Exatas, 30 do Instituto de Química, 29 do Instituto de Física, 51 do Instituto de Biologia, 14 do Instituto de Artes, 21 da Faculdade de Medicina, 30 da UnB Ceilândia, 45 da UnB Planaltina e três da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária. Em um segundo momento, o mapeamento será estendido a um grupo representativo de professores das demais áreas de conhecimento, como Ciências Sociais Aplicadas, Lingüística, Letras e Artes, a partir de lista fornecida pelo Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP).

 

PROPRIEDADE INTELECTUAL - De acordo com a coordenadora técnica do projeto, Elaine Queiroga, é difícil precisar a causas do desconhecimento de boa parte do corpo docente em relação à política de propriedade intelectual adotada pela UnB, por exemplo. É responsabilidade do CDT, a partir da Resolução do Conselho Administrativo nº 005/98, gerir a proteção do conhecimento produzido na UnB, o recebimento de royalties em caso de transferência de tecnologia, bem como a retribuição devida aos inventores sobre eventual proveito econômico obtido pela universidade.

Conforme explica Elaine, “essa situação pode tanto derivar do grande contingente de novos professores, em decorrência da recente expansão da Universidade, quanto por falta de informações sobre a importância dessa política”. Para ela, esse quadro somente confirma a necessidade de indução e difusão do tema junto à comunidade acadêmica e de iniciativas de incentivo à geração do conhecimento e a sua proteção.

O levantamento evidencia, porém, um interesse da comunidade em ciência, tecnologia e inovação, já que 69% dos docentes destacaram disposição em participar de treinamentos nas áreas de propriedade intelectual (30%), informação tecnológica (15%), elaboração de projetos e captação de recursos (25%), restando 30% de pesquisadores divididos entre empreendedorismo e incubação de projetos e empresas.

 

PARCERIAS - Outro questionamento que o mapeamento fez junto aos cientistas foi quanto às pesquisas realizadas em parceria com outras universidades, fundações, órgãos do governo ou empresas. Quase a metade dos professores ouvidos, 42%, declarou que não faz essas parcerias. Já 61% dos entrevistados têm interesse em compartilhar laboratórios com empresas públicas ou privadas para prestação de serviços ou desenvolvimento de projetos em cooperação. O interesse em incubar projetos e empresas nos laboratórios foi manifestada por 39,4% dos professores entrevistados, enquanto a disposição em prestar serviço tecnológico foi apresentado por 77,9%.

 

PATENTES – O mapeamento expõe ainda o número de patentes depositadas pela UnB segundo as áreas de conhecimento que concentram as pesquisas em fases avançadas. De um total de 82, no universo investigado, o quantitativo mais expressivo pertence ao Instituto de Biologia (29), seguido do Instituto de Química (18), Faculdade de Tecnologia (17), Faculdade de Saúde (5) e UnB Gama (4). Trinta por cento das linhas de pesquisa em fase avançada se encontram na Faculdade de Tecnologia, 16% na Faculdade do Gama, 14% na Faculdade de Saúde, 11% no Instituto de Química e 10% no Instituto de Biologia.

 

 


 

LANÇAMENTO – Com a presença do reitor José Geraldo de Sousa Júnior e do decano de Pesquisa e Pós-Graduação, Isaac Roitman, o diretor do CDT, Luís Afonso Bermúdez, acompanhado da vice-diretora Ednalva Fernandes de Morais, lançou a Vitrine Tecnológica, catálogo eletrônico com informações sobre serviços tecnológicos e soluções inovadoras, e o Manual de Propriedade Intelectual, elaborado pela Gerência de Inovação e Transferência de Tecnologia do centro. Na cerimônia, foi entregue a escultura “Esboço de eternidade”, doada pela artista plástica Sônia Maria. A obra em mármore, instalada no jardim do Centro, resultou de um curso empreendido na própria Universidade.

Para Bermúdez, a UnB foi idealizada para conjugar o rigor da ciência com a ousadia da arte. “Ao completarmos 25 anos, atestamos que cumprimos a missão desse centro exemplar e pioneiro, de fato uma unidade gestora da propriedade intelectual e transferência de tecnologia”, afirmou, durante o lançamento do estudo. “É fundamental ainda associar o tripé Ensino, Pesquisa e Extensão aos canais de empreendedorismo, desenvolvimento empresarial e gestão da cooperação institucional”. De acordo com o diretor, pesquisas, teses e dissertações costumam ser objeto de prospecção por parte das empresas, “daí a importância desse mapeamento e a consequente orientação operacional e logística”. A intenção da pesquisa é abranger a totalidade dos docentes da UnB em todas as áreas de conhecimento.

O reitor José Geraldo de Sousa Júnior saudou a iniciativa, aproveitando para agradecer aos diretores e chefes de unidade que, em tempos de transição, exercem “a prestação solidária de contas, demonstrando, com isso, competência e comprometimento”. Para o reitor, a universidade é marcada não apenas por episódios e ações pontuais, mas por um processo de continuidade, que sobrevive a mudanças e conjunturas. “O CDT é uma estrutura apta ao suporte do desenvolvimento do trabalho dos pesquisadores, que precisam entrar no sistema de aparato tecnológico”, reconheceu, acrescentando que assim os estudiosos contribuem efetivamente para a coletividade, contrariando “um certo diletantismo e uma prática de regozijo com suas carreiras solo a partir dos próprios papers e participações em simpósios e congressos”.

 

Emília Silberstein/UnB Ciência


 

Para José Geraldo, “a tecnologia não pode existir apenas do ponto de vista funcional, mas, principalmente social, a partir de um modelo de economia que tem como referência simbólica a solidariedade, contribuindo, desse modo, para que o mercado seja mais distributivo justamente por compreender a dimensão social”. Por fim, disse que o trabalho do CDT não só ajuda a visualizar as experiências desenvolvidas em âmbito acadêmico, como também "acaba por transformar as relações sociais”.

O decano de Pesquisa e Pós-Graduação, Isaac Roitman, contou que viu o CDT nascer. “Nesses 25 anos o Centro vem cumprindo sua missão, funcionando como uma instância que incentiva os pesquisadores para além da produção do saber, mas que também se esforça para que os resultados gerem inovações, fazendo com que a sociedade que financia esse conhecimento receba tudo isso transformado em tecnologia e desenvolvimento social”.

Isaac aproveitou para relatar o episódio que presenciou como decano, em 1986, de uma importante descoberta de um processo tecnológico no campo da biologia molecular, quando a professora Beatriz Dolabela desenvolveu a sua tese sobre produção de insulina. A pesquisa foi em parceria com a empresa Biobrás, e graças a um esforço inédito na época a propriedade intelectual foi reconhecida e os royalties divididos entre a universidade e a empresa. “Na época não havia o CDT, hoje o pesquisador bate à porta da unidade, o que facilita todos os processos”.

 

INFORMAÇÕES – Durante o encontro, foi apresentado um manual básico de propriedade intelectual e transferência de tecnologia, que será oferecido à comunidade científica em versão impressa e eletrônica, nos próximos dias. Nele constarão legislação, conceitos e atualização das normas necessárias à proteção por patente das descobertas científicas e outras questões associadas à propriedade intelectual. “Tais indicadores são importantes para a efetiva proteção da propriedade intelectual”, ressalta Ednalva.

Além do manual, o CDT apresentou também no encontro um catálogo eletrônico com serviços tecnológicos e soluções inovadoras da UnB. Tal canal de comunicação, conforme explica a vice-diretora do CDT, Ednalva Fernandes de Morais, poderá ser utilizado por empresas, órgãos públicos e organizações sociais interessados em constituir parcerias e cooperações com a universidade. “A vitrine intensificará as relações entre a UnB, as empresas e a sociedade em geral a partir da divulgação, transferência e absorção do conhecimento gerado na UnB em prol de novos produtos, processos e serviços inovadores no mercado”, reiterando que “trata-se de um portfólio de tecnologias disponíveis para transferência e licenciamento”. Veja aqui a vitrine.

 

Emília Silberstein/UnB Ciência


A prospecção e o mapeamento de competências e perfis da UnB se mostram importantes, segundo expôs Bermudez, para mensurar o grau de percepção sobre o tema “propriedade intelectual”, o quantitativo e os conteúdos das pesquisas em andamento e o conhecimento acerca dos procedimentos dos mecanismos de proteção do conhecimento. “Pela pesquisa, percebemos que uma parcela significativa dos pesquisadores da universidade não faz uso dos serviços do CDT, até porque 56% dos entrevistados acreditam nos resultados inovadores das pesquisas que conduzem, pressupondo que estes são passíveis de proteção por patente”.

De acordo com o diretor, “mais da metade, porém, afirmou que houve divulgação de suas pesquisas via artigos e conferências, o que evidencia a necessidade de treinamento do corpo docente para que não haja a difusão das informações antes de sua efetiva proteção”. “Por fim, ficou evidente que o CDT precisa ampliar ainda mais o escopo dessa atividade de prospecção, para transformar o conhecimento gerado na instituição em benefícios reais para a sociedade, como produtos, processos e serviços inovadores”, defendeu.

 

Emília Silberstein/UnB Ciência


 

ETERNIDADE – Doada pela artista plástica Sonia Maria ao Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico, a escultura em mármore intitulada Esboço para a Eternidade teve seu véu descerrado pelo reitor José Geraldo no final da cerimônia. “A UnB é a universidade do meu coração, formei-me aqui, onde tive a alegria de descobrir que o meu processo é o escultórico, meu movimento é o de tirar, não o de modelar”, declarou, acrescentando que sua arte requer tecnologia, conhecimento e manuseio elaborado do material. “Meu aprendizado foi com o professor Miguel Simão, do Departamento de Artes Visuais”. A escultora aproveitou a ocasião para dizer que precisará do Centro para registrar sua marca autoral.

O reitor aproveitou para agradecer o gesto. Para ele, “o artista dispõe de uma percepção que capta inúmeras dimensões da realidade que escapam a quase todos”. José Geraldo declarou que o nome e a obra são uma ilustração simbólica e emblemática de um projeto que originou a Universidade de Brasília: “sua ideia de eternidade projeta uma instituição que quer perdurar”, afirmou. Pois as contadas 213 horas de trabalho escultórico resultaram em arte e permanência – justamente “o esboço para a eternidade”.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação - UnB 

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